quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Audição na íntegra: Novo Álbum Guided By Voices!




Bons ventos começam a sinalizar bons momentos entre as sendas musicais. Os indícios já haviam sido passados aos seguidores através das audições dos dois singles liberados recentemente...

Estou falando do novo álbum do Guided By Voices que vazou hoje. Com a formação clássica (Line Up 93/96) o disco foi gravado em recintos variados: as residências de Tobin Sprout, Greg Demos e Mitch Mitchell. Produzido pela banda, e com as letras de Pollard (que nunca estagnou sempre mantendo a fama de metralhadora de composições) o disco vem para matar o desejo saudoso de muito fãs, contudo, serve, também, para provar o engajamento dos caras com a música e não com seus cofres pessoais... 

Let's Go Eat The Factory terá seu lançamento virtual amanhã (22) pelo Itunes, e o lançamento do disco físico está previsto para o dia 16 de janeiro.

Não perca tempo e de uma conferida nesse super presente de final de ano!

Escute o disco na íntegra neste Link




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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Lemonheads - Live At Grant Park's Petrillo Shell, Chicago, IL (1994) Bootleg



Estamos no limiar das comemorações de fim de ano... Reuniões com amigos e familiares... Enfim... 

No meu caso, gosto de permanecer amalgamado ao sombreado morno do manto de meus familiares. Tornou-se-me indispensável a presença de minha querida Companheira, de minhas Filhas e amigos, assim como de uma série de evoluções ritualísticas cosidas ao período. Desde uma guirlanda amarfanhada até aquele disco de Natal dos Beach Boys antes da ceia... I'll Be Home For Christimas, Blue Christimas, uma pequena pausa para emoção... A erosão se faz presente nos segundos permitindo mais facilmente a evolução da paisagem e os novos tons...

Após a emoção tudo se completa com esse live do Lemonheads. É quando todos (com exceção das crianças e de um amigo estranho) iniciam os "trabalhos" da noite (o início da intoxicação causada pela ingestão excessiva de bebidas alcoólicas - a causadora de descoordenação motora, vômitos e perda de sentidos...).

Imagine você com as pessoas que ama (e que não ama tanto, vamos confessar). Uma boa mesa com determinadas iguarias... Uma boa fluência de informações entre os convivas... E uma trilha sonora desagradável??? Rumine...

Eu sei... Nas festas (quase) sempre aparece um daqueles indivíduos que, entre uma conversa e outra, acaba percebendo que um conviva, suavemente popular, exclama que algo era "relativo" (não importando o assunto e os pormenores). O Sr. Indivíduo fica louco para usar o adjetivo (que imagina ser um verbo extraviado em alguma de suas lições de gramática em tempos idos, e vislumbra na palavra a chance de se tornar suavemente popular também!). Certo... Vamos supor que pelo ensejo que minha boca grande lhe ofertou o indivíduo exclame: "Mais música desagradável é relativo! Gosto não se discute! Deixe o som fluir que tudo é festa..." ... O nosso amigo estufa o peito, enrugando o cenho admirado de sua perspicácia e desenvoltura ao exclamar: "... É relativo!..." ... Eu lanço uma afirmativa lacônica... Como se meu queixo brincasse de ping-pong com minha testa:

"Tudo bem Sr. Indivíduo... No caso apresentado não leve em consideração a claque do Evan Dando e meu gosto... Pense que digo, simplesmente, que suas canções prediletas são as minhas também. Pense que  relativo é um verbo que denota o cara e coroa de uma moeda, e que ser eclético é ser sociável ao cerne! Você pode generalizar a questão... E também pode defender os seus amigos que flanam pelas correntes mais variadas do mundo da arte moderna. Só me deixe em paz... Confesso, tenho medo de pessoas ecléticas..."


Neste Bootleg o Lemonheads ataca ao vivo com Evan Dando e cia destilando suas belas melodias que da versão Down About It até Ruderless agradam de maneira incomensurável! Aproveitem e experimentem em suas tertúlias! 

Abraços!


# Lemonheads - Live At Grant Park's Petrillo Shell, Chicago, IL (1994) Bootleg

01 - Down About It
02 - Rest Assured
03 - It's Shame About Ray
04 - Rockin' Stroll
05 - Favorite T
06 - Hannah & Gabi
07 - Ride With Me
08 - Big Gay Heart
09 - Buddy
10 - Kitchen
11 - Into Your Arms
12 - Allison Is Starting To Happen
13 - Great Big No
14 - Paid To Smile
15 - It's About Time
16 - Confetti
17 - Dawn Can't Decide
18 - You Can Take It With You
19 - Being Around
20 - Rudderless

DL


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Thx T.U.B.E!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

V/A - A Palace In The Sun - A Creation Compilation (1991)




Ótimo prelúdio para quem deseja (sem excesso de informação) conhecer a música pop britânica do início dos anos 90. A Palace In The Sun, compilação Creation Records se apresenta como uma perfeita mistura de Rock e Pop produzidos em territórios ultramarinos. Com canções selecionadas com excelência, e lançado em 1991, a compilação vigora aqui pela perenidade e por nossas afinidades eletivas com esses clássicos (nem tão populares) do universo alternativo.





A Palace In The Sun - A Creation Compilation (1991)

01 Don't Ask Why ( My Bloody Valentine)
02 I'm Loosing More Than (Primal Scream)
03 Ravedown (Swervedriver)
04 Chevron (Peter Astor)
05 Everso (Telescorps)
06 She's on Drugs (Juzz Butcher)
07 Lovers (Love Corporation) 
08 Dreambeam (Hypnotone) 
09 I'm Telling Lies (Tangerin)
10 Below The Waves (Heidi Berry)
11 Freefall (Something Pretty Beautiful) 
12 Darek Melt (Simon Turner)


DL





sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ariel Pink's Haunted Graffiti - Before Today (2010) 4AD




Existe um grande amontoado de informações passadas e repassadas no instante presente. Informações de todos os segmentos e ordens... Uma espécie de Nova Ordem Mundial... Seja nas áreas com uma tendência mais afetada como política econômica e religião, até uma suposta realidade obtusa semeada por seus vizinhos (na sua grande maioria produto inútil manipulado enfrente a um Pc). 

A cada dia surgem novas danças, desconstrução de ritmos peculiares e folclóricos, caracteres e cifras ligadas a cultura das regiões mais bizarras do planeta. Por exemplo... Hoje é dia 11/11/11... Sim, eis que surge, em não mais que um repente, todo um novo (velho) movimento (abafamento) por parte da mídia atuante no centro da página, uma ordem de roteiros blockbuster, que se agarram a pequenos ganchos dos estudos feitos entorno dessas datas tão legais (inevitáveis) onde os números se combinam e fazem tipo uma fila indiana de almoço em uma fábrica. Porem, da mesma forma que a informação fácil brota, aparece também em contraponto, um desdobramento... Movido pela curiosidade que nos é latente: a busca pelas pesquisas e estudos sobre ocultismo, números e afins. Acabamos por mergulhar no mundo ocultista que se exibe com sua infinidade de símbolos, datas relacionadas, termos e jargões... O 11/11/11 não significa realmente 11/11/11... Surgem pequenas somas numerológicas que atam todas as informações em teias esticadas por vários pontos de vista de diversos segmentos mais livres...



Ressaltei a questão da informação, pois, hoje em dia a música passa por um momento de saturação... Excesso de substâncias produzidas em larga escala por músicos amadores, virtuoses e lindas nuances de músicos instintivos e verdadeiros pela naturalidade de seus talentos. Músicos como o compositor californiano Ariel Pink que com sua discografia embaralhada entre cassetes, Cdr's, compreensões digitais, compilações e mais um pouco... Um ativista... Um contribuinte (de forma muito boa) do movimento constante da máquina de informação que não dorme nunca. 

Certamente vocês já ouviram falar do Before Today (2010), disco distribuído pela 4AD, guiado por Ariel Pink com sua banda o Haunted Graffiti... Bem, o disco é de primeira... Um absurdo de bom... Criativo por excelência Ariel faz-se um pescador dos seus arquivos ao resgatar canções, que foram inclusas, formando boa parte dos belos temas do álbum, (notem que existe um certo descompromisso com uma identidade fixa do disco). Apenas boas doses de estúdio são receitadas as músicas, já distribuídas em sua grande maioria com a sonoridade do ativo tascam e o conforto caseiro das gravações em casa.

Um apanhado da música pop do final dos anos 70 e dos 80, assim, com uma boa dose do humor melodioso da claque do freak Ariel. Excelente audição!






# Ariel Pink's Haunted Graffiti - Before Today (2010) 4AD Records

 01- Hot Body Rub
 02 - Bright Lit Blue Skies
 03 - Lestat (Acc. To The Widows Maid)
 04 - Fright Night (Nevermore) 
 05 - Round And Round
 06 - Beverly Kills
 07 - Butt House Blondies
 08 - Little Wig
 09 - Cant Hear My Eyes
 10 - Reminiscences
 11- Menopause Man
 12- Revolutions A Lie



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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Bella Valentina - Sublime Ep (2011)





Caminhando entre paredes sonoras...

Imagino uma grande árvore retorcida com suas raízes emaranhadas em um solo fértil e suas folhas absorvendo toda a luz do sol. Assim consigo exprimir um real sentimento em relação à música da Bella Valentina.

Essa grandiosa árvore pode ser assim comparada com a música e todo o movimento incessante, e todo o seu mecanismo para se manter viva.

Sublime Ep é um passeio entre paredes sonoras, ruidosas e vibrantes. Gosto da influência marcante do shoegazer, e isso se ouve em "o resto do que sei", com seu ruido característico de guitarra e o vocal quase apagado. Não posso deixar de mencionar a canção que deu nome ao Ep, pois, Sublime é uma bela canção pop. "A alegria da tristeza" é para mim o melhor momento do disco (é o tipo de canção que faz toda a diferença em um álbum). Tempo espaço final é a minha outra canção favorita (sim)... É talvez onde percebo com maior grandiosidade as influências musicais que determinaram o resultado destas canções.




Bella Valentina banda de Belém do Pará com influências de shoegaze e noise pop formada no final de 2009 com seu debut em Ep Sublime.

Aproveite e ouça no volume máximo!


Texto: Ana Borges


# Bella Valentina - Sublime Ep (2011)

01. O Resto Do Que Sei
02. A Alegria da Tristeza
03. Sublime
04. Do Lado Mais Escuro
05. Tempo Espaço Final



    

terça-feira, 20 de setembro de 2011

18 Wheeler - Twin Action (1994)




Estou cansado... Sem idéias...

Parcos períodos mostram-se dispostos em um desfile por entrelinhas, contudo, tudo parece um vácuo absoluto e questionável com um olor eterizado e perdido entre o calor e poucos filos de uma brisa encarcerada...

Contra meu desânimo lamentável (puro cansaço físico) vale lançar por entre cabos e fones de ouvido o excelente debut "Twin Action" da banda 18 Wheeler (safra Creation do inicio dos anos 90, mas precisamente em 1994).

Banda oriunda de Glasgow (fantástico celeiro de bandas) que destila uma sonoridade deliciosa e contagiante, cosida aos punhos harmônicos do Teenage Fanclub (Power Pop, 60's), Beach Boys, Beatles, Big Star e semelhantes vizinhos espalhados pelo globo.

Sem qualquer eterização duvidosa faça uma boa audição! Enjoy! 






18 Wheeler - Twin Action (1994) Creation Records


01 Sweet Tooth
02 Nature Girl
03 Kum Back
04 Golden Candles
05 The Revealer
06 Honey Mink
07 Gram
08 Prock Shake
09 Hotel 167
10 Suncrush
11 Frosty Hands
12 Life Is Strange
13 I Won't Let You Down
14 Wet Dream


DL




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

V/A - Creation Soup Box Set (1991)




Para bem entender o indie britânico é fundamental que você tenha acesso ao material contido nestes cinco discos lançados em 1991 pela Creation Records. Exatamente... Uma generosa colher (jarra) de chá para os aficionados que não conseguiram obter vários singles que foram retirados de catálogo cedo demais...

Eu já estava devendo um post da Creation, pois, há um tempo atrás declarei a plenos pulmões o início de uma luta vã: uma tentativa de compartilhar o máximo de títulos da gravadora com meus caros colegas...

O meu breve hiato (com relação a Creation) definhou com este conjunto magnífico de bolachas. Um belo tesouro para os seguidores ávidos por canções extraviadas... Referências nos dias atuais "aparentemente" desprezadas... Tendo sua ovação por uma meia dúzia de indivíduos que investigam nuances e influências de seus heróis dos anos 90 (pra frente). Nomes como: Felt, Primal Scream, Biff Bang Pow, House Of Love, The Pastels, Emily, fazem parte da matéria integral dessa sopa fundamental para o crescimento de jovens, crianças e adultos (hoje e sempre). 

Mais de 100 faixas a disposição de uma pesquisa descompromissada e prazerosa. O decurso segue passando por belas melodias de excelência melancólica até construções bizarras e um sessentismo arraigado com pinceladas do punk rançoso da terra da rainha.

Um grande passeio entre canções raras e sentimentos torporizados pela necessidade juvenil! 



Fundamental!






V/A - Creation Soup Box Set (1991) Creation Records

# Creation Soup Volume 1

01. The Legend - 73 in 83
02. The Legend - You Were Glamorous
03. The Legend - Melt The Guns
04. Revolving Paint Dream - Flowers In The Sky
05. Revolving Paint Dream - In The Afternoon
06. Biff Bang Pow - Fifty Years Of Fun
07. Biff Bang Pow - Then When I Scream
08. Jasmine Minks - Think
09. Jasmine Minks - Work For Nothing
10. The Pastels - Something's Going On
11. The Pastels - Stay With Me 'til Morning
12. X-Men - Do The Ghost
13. X-Men - Talk
14. Biff Bang Pow - There Must Be A Better Life
15. Biff Bang Pow - Chocolate Elephant Man
16. Jasmine Minks - Where The Traffic Goes
17. Jasmine Minks - Mr Magic
18. The Loft - Why Does The Rain
19. The Loft - Like
20. The Legend - Sings The Blues
21. The Legend - Arrogant Bastards



# Creation Soup Volume 2

01. The Pastels - Million Tears
02. The Pastels - Surprise Me
03. The Pastels - Baby Honey
04. X-Men - Spiral Girl
05. X-Men - Bad Girl
06. Les Zarjaz - One Charming Night
07. Les Zarjaz - My Baby Owns A Fallout Zone
08. The Loft - Up The Hill & Down The Slope
09. The Loft - Tuesday
10. The Bodines - God Bless
11. The Bodines - Paradise
12. Primal Scream - All Fall Down
13. Primal Scream - It Happens
14. Jasmine Minks - What's Happening
15. Jasmine Minks - Black & Blue
16. Slaughter Joe - I'll Follow You Down
17. Slaughter Joe - Napalm Girl
18. Meat Whiplash - Don't Slip Up
19. Meat Whiplash - Here It Comes
20. The Loft - Lonely
21. The Loft - Time
22. Slaughter Joe - Surely Some of Joe's Blues
23. Slaughter Joe - Fall Apa



# Creation Soup Volume 3

01. Five Go Down To The Sea - Aunt Nelly
02. Five Go Down To The Sea - Silk Brain Worm
03. Five Go Down To The Sea - Women
04. The Pastels - I'm Alright With You
05. The Pastels - For What it's Worth
06. The Pastels - Couldn't Care Less
07. The Moodists - Justice & Money Too
08. The Moodists - You've Got Your Story
09. The Moodists - Take Us All Home
10. Biff Bang Pow - Love's Going Out Of Fashion
11. Biff Bang Pow - It Happens All The Time
12. Jasmine Minks - Cold Heart
13. Jasmine Minks - World's No Place
14. Primal Scream - Crystal Crescent
15. Primal Scream - Velocity Girl
16. Felt - Ballad Of The Band
17. Felt - I Didn't Mean To Hurt You
18. Weather Prophets - Almsot Prayed
19. Weather Prophets - Your Heartbeat Breathes The Life Into Me
20. The bodines - William Shatner
21. Biff Bang Pow! - Inside The Mushroom
22. Jasmine Minks - Black & Blue
23. Primal Scream - Spirea X
24. Felt - Ferdinand
25. Weather Prophets - Frankie Lymon
26. Weather Prophets - Wide Open



# Creation Soup Volume 4   

01. The Weather Prophets - Naked As The Day You Were Born
02. The Weather Prophets - In My Room
03. Felt - Rain Of Crystal Spires
04. Felt - I Will Die With My Head In Flames
05. Nikki Sudden - Jangle Town
06. Nikki Sudden - The Last Bandit
07. Biff Bang Pow - Someone Stole My Wheels
08. Biff Bang Pow - It Makes You Scared
09. Slaughter Joe - She's Out Of Touch
10. Slaughter Joe - See My Rider
11. Phil Wilson - Waiting For A Change
12. Phil Wilson - Even Now
13. Momus - Murderers, The Hope Of Women
14. Momus - Eleven Executioners
15. Momus - What Will Death Be Like
16. Biff Bang Pow - Everythin's Turning Brouchard
17. Biff Bang Pow - The Death Of England
18. Bill Drummond - King Of Joy
19. Nikki Sudden & Rowland Howard - Wedding Hotel
20. Nikki Sudden & Rowland Howard - Girl With No Name
21. Nikki Sudden & Rowland Howard - Hello Wolf



# Creation Soup Volume 5 

01. Baby Amphetamine - Chernobyl Baby
02. Baby Amphetamine - Cheque It Out
03. The House Of Love - Shine On
04. The House Of Love - Love
05. The House Of Love - Flow
06. The House Of Love - Real Animal
07. The House Of Love - Plastic
08. The House Of Love - Nothing To Me
09. Blow-Up - Good To Me
10. Blow-Up - To You
11. Phil Wilson - Ten Miles
12. Phil Wilson - A Jingle
13. Felt - The Final Resting Of The Ark
14. Felt - Autumn
15. Blow Up - Pool Valley
16. Blow Up - Smile
17. Emily - Mad Dogs
18. Emily - Reflect On Rye
19. Emily - What The Fool Said
20. Emily - Old Stone Bridge
21. Baby Amphetamine - Chernobyl Baby (Meldown Mix)
22. Blow Up - 125
23. Blow Up - I Won't Hurt You
24. Phil Wilson - Jackson
25. Felt - Fire Circle
26. Felt - There's No Such Thing as Victory
27. Felt - Buried While Blind
28. Blow Up - When You Smile
29. Blow Up - Wish




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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

M. Ward - Hold Time (2009) Merge Records




Canções simples atravessam o tempo como um projétil atravessa uma vaga. Galgam sua escuma ultrapassando a ação e as reações. Canções prendem o tempo em si... E como o tempo são percebidas com o passar de alguns bons anos de calendário. 

Hold Time pode não ter sido o álbum mais hermético (e com suas nuances enterradas no solo estadunidense feito um tubérculo) que M. Ward já lançou, todavia a palidez de sua beleza encarcera... Assim como seus pensamentos se encarceram em uma tarde aguada preludiando a noite. 

Seus ganchos atados a música pop evidenciam o período de sua carreira tão evidente e escancarada. Participações de Zooey Deschanel (She & Him junto com Ward) e Jason Lytle (Grandaddy) marcam o flerte com os trabalhos de ambos. A crítica catalogou a obra como um disco acessível (pop) em comparação com os outros trabalhos do Ward. Hold Time é um disco versátil em sua beleza, assim, como o seu criador se mostra versátil e ativo em vários projetos musicais por ai a fora...

Não pense muito... Tente agarrar o tempo em Hold Time... Observando o mesmo como uma obra de beleza entre cabos de TV que se acabam e sentimentos encarcerados em momentos que se eternizam... 





M. Ward - Hold Time (2009) Merge Records

01. For Beginners
02. Never Had Nobody Like You
03. Jailbird
04. Hold Time
05. Rave On
06. To Save Me
07. One Hundred Million Years
08. Star Of Leo
09. Fisher Of Men
10. Oh Lonesome Me
11. Epistemology
12. Blake's View
13. Shangri-La
14. Outro








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sábado, 20 de agosto de 2011

Ben Kweller - Sha Sha (2004)


Texto: Ana Borges.
O ano era 2002 e este rapaz de São Francisco estava então com apenas 21 anos quando compôs e executou o que é considerado a sua obra-prima “Sha Sha”. As canções deste álbum (parece) nos tomar pelas mãos, conduzindo-nos para dentro de um mundo de acordes criativos, vocalizações deliciosas, guitarras vibrantes e a bela energia juvenil. Esta odisséia começa com a fugaz “How It Should Be (Sha Sha), segue com as notas viscerais de “Wasted & Ready” e dá uma parada em “Family Tree” , canção mais delicada e com um bom toque de country. “In Other Words” é uma espécie de parada obrigatória, é aquele tipo de música que todo bom álbum deveria ter. Segue com a paisagem exuberante de “Make It Up” e retorna para a suavidade e o belo vocal de Kweller em “Lizzy” . Depois de retomar o fôlego ele retorna com o bom refrão de “Harriet’s Got A Song” e finaliza com um passeio mais tranqüilo em “Falling”. Ainda ficaram de fora 3 canções, mas o que importa realmente é a sensação de dever cumprido, dever nada difícil porque Ben Kweller é um cara indiscutivelmente talentoso e criativo. Aproveite ao máximo e boa audição!


Ben Kweller - Sha Sha (2004) ATO Records

01. How it Should Be (sha sha)
02. Wasted & Ready
03. Family Tree
04. Commerce, TX
05. In Other Words
06. Walk On Me
07. Make It Up
08. No Reason
09. Lizzy
10. Harriet's Got A Song
11. Falling



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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ryan Adams - Gold (2001)




Texto: Andréa Borges

Negociar letras que expressem a verdade de Ryan Adams é negociar (no bom sentido) com a arte de alguém que canta o que sente (acho que posso definir assim). Gold é um clássico recheado de canções belíssimas e que me arrebatou de uma forma intensa. É impossível não se emocionar com "La Cienega Just Smiled", para mim uma das melhores canções do disco, que já tem um merecimento comprovado e que vale a pena ser escutado do início ao fim. O que você irá contemplar são canções extraordinariamente verdadeiras, que surpreendentemente mostram um trabalho incrivelmente forte e contundente, de um artista que vincou no meio pop sua marca. 

Gold  com seu country rock alternativo merece uma audição aguçada e perspicaz. Sem mais palavras, pois, a música é realmente o que importa.



Ryan Adams - Gold (2001) Lost Highway Records

01 New York, New York
02 Firecracker
03 Answering Bell
04 La Cienega Just Smiled
05 The Rescue Blues
06 Somehow, Someday
07 When The Stars Go Blue
08 Nobody Girl
09 Sylvia Plath
10 Enemy Fire
11 Gonna Make You Love Me
12 Wild Flowers
13 Harder Now That It's Over
14 Touch, Feel & Lose
15 Tina Toledo's Street Walkin' Blue
16 Goodnight, Hollywood Blvd
17 Rosalie Come And Go


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Washed Out & Small Black - Split EP - 2010 (Lovepump United)




É interessante perceber que a música se desdobra continuamente... Você passa a vista perscrutadora pela história do mundo pop percebendo que existiram momentos em que pareceu que tudo permaneceria estagnado ou que os movimentos musicais contínuos mostravam-se torcidos como uma camiseta depois de uma lavagem. 

Minha formação rock, por vezes míope demais, contribuiu consideravelmente para a acomodação em determinados períodos de meu desejo por novos tons, me deixando sempre por esperar o refluxo do que já existia no meu mundo tão reduzido. Conheço muitas pessoas que se fecharam no seu mundo e não permitem qualquer provocação de uma vertente sonora sem intimidade, assim como conheço pessoas que estabelecem minha conexão com a cultura pop (principalmente com a música). 

Esses pensamentos simplesmente circundam minha fronte, os calos dos meus dedos e a minha necessidade perene de transformação. A música se renova a base de elementos endereçados no tempo, eu me renovo por entre lamentos "de um querer muito mais, de um querer possibilidades..."    

Por isso vou recorrer a um endereço temporal no ano de 2010... Mais precisamente um Split... Contendo a substância de dois projetos com suas belezas peculiares: Washed Out e Small Black.

São três faixas que se confundem pela aparência, pela experimentação endereçada ao synth-pop com seu gosto de fotografia na parede. O split pode ser comparado com um porta-retratos com uma bela fotografia antiga. A estrutura do porta-retratos um tanto azinhavrada remete ao som descompromissado (marca do lo-fi). O amarelado do papel químico aponta em direção ao synth-pop oitentista com sua preguiçosa marca de timbres perdidos e teclados embolorados. Por último o sentimento dedicado a captura da imagem estampada, a substância singular que provoca apenas o olhar do ente querido que preserva a foto... A essência do disco.

Remixes mútuos e uma faixa live extraída de uma apresentação ao vivo na Bongozz... ... ...... .......................................................................................................................................

Experimente! 






Washed Out & Small Black - Split EP (2010)

01 Youll See It (Small Black Remix)
02 Despicable Dogs (Washed Out Remix)
03 Weird Machines (Live at Bongozz) Bonus Track


DL

sábado, 13 de agosto de 2011

The Beatle Barkers (1983)




Imagine um indivíduo que resolve, em meio a todo esse combo sonoro em que vivemos, romper um pequeno dick lançando um disco no qual ele reproduz através do assovio o canto de diversos pássaros... Imagine-se, contudo, questionando sua própria carranca em frente ao espelho, fitando a situação e se perguntando se não seria mais agradável descolar um disco com os cantos dos mesmos pássaros só que executados pelos originais em seu habitat natural... (tá certo que por vezes rolam aqueles caras que são os super-imitadores...) (?) Seria bem mais agradável apreciar no conforto do lar um Uirapuru entoando sua cantiga naturalmente, do que um cara imitando o canto do mesmo de forma picaresca e desajeitada.

Enfim, todo esse prelúdio pode ser descartado... Escutem Beatle Barkers e tirem suas próprias conclusões...

Dois indivíduos australianos (Gene Pierson e Roy Nicolson) em um dado momento de suas vidas resolveram gravar um disco de versões das músicas dos Beatles, simplesmente, com um bando de cães latindo e uivando... 

Bem... Roy Nicolson em meados de 1982 convidou o produtor e empresario Gene Pierson para ir ao seu Redfern Estúdio (próximo de Sydney) onde lhe apresentou um programa de computador que podia emular uma gama de sons diferenciados. Tomaram uns gorós enquanto Nicolson reproduzia samplers com sons de animais... Até ai tudo bem... Contudo o convidado Gene Pierson teve a brilhante idéia de gravar as ditas versões das canções dos Beatles com os cãezinhos legais latindo a melodia...

Essa perola vendeu cerca de um milhão de cópias na Austrália no início dos anos 80, sendo, muito depois, pirateado com novas capas, novos títulos e um bom prejuízo para os criadores.

Para quem é fã dos Beatles........ Por favor, não se empolgue, é mais um dos muitos álbuns de versões estranhas que são produzidos mundo a fora........... Todavia, é engraçado! E também serve de escala para mensurarmos o poder e o alcance que tem a obra dos verdadeiros Beatles. Até o Bug (cachorro de casa) curtiu, pois não se manifestou de forma negativa... 

Salve os cãezinhos legais e os Beatles também!


Beatle Barkers - Beatle Barkers (1983) Lifestyle Records / Passaport Records

01 - All My Loving
02 - Can't Buy Me Love
03 - Day Tripper
04 - Hard Day's Night
05 - I Feel Fine
06 - I Saw Her Standing There
07 - I Want To Hold Your Hand
08 - Love Me Do
09 - Ob-La-Di Ob-La-Da
10 - Paperback Writer
11 - She Loves You
12 - We Can Work It Out



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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nick Drake - Bootlegs





Texto: Ana Eugenia Borges


Tarefa difícil falar sobre Nick Drake. Não quero falar sobre os aspectos da vida que ele teve, não que seja de menor importância mas prefiro dissecar de forma singela a indiscutível importância de sua música. De seu primeiro álbum "Five Leaves Left" (1969) que não foi bem recebido pela critica, até o ultimo e mais depressivo álbum "Pink Moon" (1972), Nick Drake nos mostra de forma magistral e sutil os fragmentos da sua alma. Não há medida certa, há apenas a entrega absoluta e o mergulho sincero e intenso na sua música como se mergulhássemos no oceano profundo e misterioso. Voltado para dentro de si mesmo, assim ele viveu. Tomada de júbilo agradeço, em tempos como esses onde tudo é superficial e egoísta, encontrar em suas canções aquilo que espero de um verdadeiro amigo. No post de hoje segue alguns bootlegs do rapaz de Tanworth-In-Arden que atravessam e arrojam qualquer um ao mundo dos seus álbuns oficiais. 

Para finalizar... Um trecho que Nick Drake canta na bela música " Tomorrow is a Long Time". Então... Enjoy!  

                                                                                                   

"Then i'd lie in my bed once again
There's beauty in the silver, singing river
There's beauty in the sunrise in the sky
None of these and nothing can touch the beauty" 





Nick Drake Bootlges:

Family Tree - DL

Made To Love Magic - DL

Second Grace - DL

Tanworth-In-Arden - DL

Tanworth-In-Arden II - DL 

Tanworth-In-Arden Complete - DL 

The Ultimate Rarities Volume 1 - DL

The Ultimate Rarities Volume 2 - DL

Time Has Told Me -  DL

Time Has Told Me Volume 2 - DL

Time Of No Reply - DL



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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Jason Falkner - Everyone Says It´s On (2001)




As férias escolares definharam... O sossego da cidade foi junto... O que ficou pelos cantos será tragado pela força do autômato comum restaurado. A saudade ainda me consome o couro, pois, percebo a inutilidade gritante do lançamento de alguns parcos lamentos (tudo completamente fora do eixo). 

Para quem ficou em casa em um perdido fim de semana modorrento ou simplesmente para quem transou fluidos e visões em paragens divertidas... Enfim para rechear ainda mais esse belo conjunto...

Segue aqui a primeira pedida de Agosto: Jason Falkner - Everyone Says It´s On, lançado pela japonesa Air Mail Recordings no brumado ano de 2001. Um belo álbum duplo que reúne um punhado de canções raras do excelente artista da canção. O primeiro disco (intitulado Disc Me) contem 13 demos caseiras de Falker, sendo algumas já lançadas em outras ocasiões e conhecidas dos fãs. Já o segundo disco (intitulado Disc Them) é uma excelente viagem através de uma boa quantidade de covers. Falkner executa canções de autoria variada: The Kinks, Def Leppard, Brian Eno, Tom Waits, Joni Mitchell...



- Jason Falkner - Everyone Says It´s On (2001)

- Disc Me    (1)  - DL
- Disc Them (2) - DL


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